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Actividade da AAS em 2014 por Carlos Carvalho Dias

A actividade da Associação África Solidariedade em 2014 decorreu com a esperada normalidade, com o permanente empenho no acompanhamento dos bolseiros por nós ajudados. Isto, ligado às restantes preocupações habituais em associações congéneres, como a do estrito controlo das verbas disponíveis e da “ginástica” para manter os apoios existentes, com a possível angariação de outros patrocinadores para as nossas iniciativas.
Neste contexto de regularidade, também se realizaram, em 15 de Março, duas reuniões da Assembleia Geral.  
A primeira destinou-se à apreciação e votação do Relatório e Contas de 2013, o qual foi normalmente aprovado.
A finalidade da segunda sessão, que se realizou logo após a primeira, era a eleição dos Órgãos Sociais para o triénio 2014-2016. 
Foi assim eleita por unanimidade a única lista concorrente, constituída quase por completo pelos componentes da actual, a que se juntaram os novos nomes da Profª Doutora Elvira Mea, do Embaixador Eugénio Anachoreta Correia e do Eng. Filipe Pereira Moçambique, de naturalidade moçambicana e mestrando em Engenharia.
De assinalar que ambas as sessões foram presididas pelo Vice-Presidente da Assembleia Geral, Cónego Orlando Mota e Costa, em virtude da ausência, por doença, do Presidente, Prof. Eng. João Lopes Porto.
Infelizmente, o Prof. João Porto viria a falecer em Abril. 
A sua morte foi muito sentida, conforme foi realçado na posterior reunião da Direcção, efectuada depois do seu falecimento. 
De facto, a falta duma personalidade tão séria, tão boa, tão responsável, tão metódica e dedicada não é fácil de preencher.

A nossa Associação possui reduzida dimensão. É fundamental, portanto, o empenho de todos os associados nas actividades que se vão programando, assim como na cativação de novos aderentes e na procura de outras formas de financiamento para além das que têm sido utilizadas.
Existe um razoável número de bolseiros – embora necessariamente pequeno – que depende da nossa ajuda para prosseguimento dos seus estudos nas mais diversas áreas. E os projectos em que temos participado têm-se revelado muito importantes para as populações servidas, como a intervenção no Hospital Rural do Songo, em Moçambique, que pode considerar-se um paradigmático caso de sucesso.
Neste momento está em estudo a cooperação com a paróquia de Santana, em S. Tomé e Príncipe, para concretização dum completo e ambicioso projecto, mas inteiramente exequível e muito urgente para as populações a atingir. 
Trata-se da construção e acompanhamento operacional do “Centro Comunitário Monte Belo”, destinado a “reforçar a capacidade institucional da população local, através do apoio aos pais trabalhadores agrícolas na educação dos filhos, pela formação e aquisição de competências por parte da população mais jovem, e da preservação dos valores culturais locais de tradição oral retidos pelos mais idosos”.
Como se vê, é um projecto claramente ambicioso. E talvez o seja, também, por ser completo e não ficar pelo meio.
Não têm sido fáceis as diligências que se vão efectuando mas, com novos apoios que se prevejam, pensamos que acabará por se levar a bom termo esta fundamental iniciativa.
De facto, considera-se imprescindível não apenas promover as necessárias instalações materiais, mas também programar e maximizar, metódica e paulatinamente, a sua utilização e manutenção por meio da adequada monitorização: não esquecendo nunca, além dos necessários aspectos materiais, as vertentes cultural, civilizacional, espiritual e de solidariedade e cidadania.

Das iniciativas extraordinárias havidas durante este ano, salienta-se a participação de grande número de sócios no sarau / confraternização – uma “Noite de Fado” – efectuado em 28 de Junho no Salão da Paróquia de Nossa Senhora da Boavista anexo à sua Igreja, de parceria com a própria paróquia e o grupo de apoio a Timor, lá constituído.
Com a sala repleta de muita e entusiástica gente de todas as idades, confraternizou-se, ouviu-se com muito agrado cantar o fado por vários intérpretes, tanto de Lisboa como de Coimbra. E, até de madrugada, foram-se petiscando uns doces e uns salgadinhos.
Tudo isto, com o objectivo, conseguido, de angariação de fundos para as actividades do Grupo de apoio a Timor e da Associação África Solidariedade.

Com vontade e esforços renovados, esperamos conseguir melhores resultados para o ano de 2015, que já aí está a bater-nos à porta.
   Porto, 9 de Outubro de 2014